Governo e Banco Central reiteram: bitcoin não será reserva de valor no Brasil
O governo brasileiro e o Banco Central afastaram a possibilidade de adquirir bitcoin como parte das reservas internacionais do país. A discussão ganhou força após outros países anunciarem compras estratégicas do ativo digital, mas as autoridades brasileiras garantem que o compromisso aqui é com a estabilidade cambial e a segurança financeira.
Autoridades afirmaram que a reserva nacional seguirá composta por dólar, euro, ouro e outros instrumentos tradicionalmente aceitos no mercado global. O Banco Central reforça o compromisso com ativos de alta liquidez e baixo risco, sustentando a confiança de investidores institucionais no cenário brasileiro.

Motivos para manter distância do bitcoin nas reservas brasileiras
Segundo o Banco Central, adotar bitcoin como reserva oficial representa risco elevado devido à sua notória volatilidade e falta de regulação internacional consolidada. Além disso, o governo argumenta que, embora criptomoedas ganhem espaço na economia, os ativos digitais ainda não cumprem o papel de reserva proposto para ativos reservados a bancos centrais.
Por outro lado, vale destacar que a autarquia segue de perto o desenvolvimento de moedas digitais, tanto públicas quanto privadas, e investe em projetos como o DREX (Real Digital), que busca modernizar a infraestrutura financeira sem abrir mão da segurança e da regulação.
Contexto internacional e visão estratégica brasileira
Alguns países, como El Salvador, compraram bitcoin para suas reservas e incluíram a criptomoeda como moeda oficial. Contudo, o Brasil tem um perfil de política macroeconômica mais conservador, priorizando robustez e previsibilidade cambial. O objetivo é evitar volatilidade excessiva nas contas nacionais, o que garante maior estabilidade mesmo em momentos de crise no cenário global.
A decisão do governo e do BC reforça a busca por um sistema financeiro alinhado às melhores práticas internacionais, enquanto acompanha a evolução do mercado de criptoativos por meio de regulação e projetos inovadores.
O que esperar para o futuro das criptomoedas no Brasil?
Apesar do posicionamento conservador quanto a reservas, o Brasil segue sendo um dos líderes em adoção de criptoativos entre países emergentes. O uso para pagamentos, remessas e investimentos cresce ano após ano, mas a compra de bitcoin pelo Banco Central segue, por ora, distante da agenda nacional.
Quem acompanha a evolução do setor pode esperar novas regulações, maior integração digital e projetos públicos de blockchain, como o Real Digital. No entanto, a presença do bitcoin nas reservas oficiais nacionais continua descartada.
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